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Posted on Abr 4, 2016 in Notícias

Percebendo a capacidade visual nas fases da vida

Antes de nascer, entre o sexto e sétimo mês de gestação, o bebê já consegue identificar a claridade dentro do útero. Ao nascer ainda com a visão embaçada, ele  consegue perceber tudo o que estiver numa distância de 15 a 40 centímetros. O mais interessante é que o contato da mãe com o filho no momento da amamentação permite que o espaço entre eles fique menor e, assim, o recém-nascido passa a observar os detalhes do rosto da mãe. É importante que neste momento ela também olhe para ele, iniciando, assim, a intimidade. O bebê distingue  melhor os objetos  de cores fortes, por isso, na hora de enfeitar o berço, o ideal é não usar tons claros, pois não chamará tanto atenção.

Até o terceiro mês de vida, o bebê terá dificuldades com o alinhamento dos olhos; nem por isso ele terá o estrabismo. É que os músculos laterais ainda estão se desenvolvendo, com o tempo tendem a se ajustar. À medida que o bebê cresce, a visão vai ficando mais nítida. Especialistas em neuropediatria afirmam que somente a partir dos seis meses as conexões dos nervos da retina como cérebro ficam prontas, possibilidade a evolução da visão. E por volta dos 2 anos de idade enxergam como um adulto. Em contrapartida, o recém-nascido tem olfato muito apurado.

Mesmo com toda a dificuldade de enxergar, a visão é o primeiro sentido utilizado pelo bebê. Desta Forma, ele expressa o que sente e se descobre. Entre os 6 e 8 anos de idade, há o completo desenvolvimento neurológico do infante, por isso, nesta fase, é importante perceber se existe algum problema de visão; quando ainda é possível ter maior eficácia no tratamento. O responsável deve ficar atento se a criança enxerga bem dos dois olhos (estrabismo), se há reflexo branco ou amarelo (possível observar em fotografias), pupila ou córnea esbranquiçada, olho que lacrimeja muito ou intolerância à claridade.

A vista amadurece justo no momento em que as crianças estão saindo da fase da educação infantil e ingressando no período em que começam a aprender a ler e escrever, observando o quadro nas salas de aula. A alfabetização é o momento em que são descobertos os problemas com a visão. É quando a criança mais precisará enxergar bem. Para evitar este transtorno, o ideal é fazer a primeira visita ao oftalmologista pediátrico aos 3 anos de idade. Claro, se, até então, a criança não tiver apresentado nenhum problema ocular e nem tenha casos de doenças de visão na família; caso contrário; o médico deve ser procurado no momento em quem for observado qualquer tipo de problema neste órgão.

São nas fases da infância e adolescência quando se manifestam os problemas oculares, pois a criança será exposta as atividades que demandam maior atenção e utilização da visão. O contato com o quadro na escola, a intensificação dos trabalhos que envolvem leitura, o uso do computador etc. É possível que a criança não sinalize que tem algum problema visual, mas alguns comportamentos podem chamar a atenção:

  • Dificuldade de leitura, quando se é preciso aproximar o objeto de leitura dos olhos ou se é necessário afastá-lo; ou uma sensação de uma nuvem de fumaça sobre seus olhos;
  • Piscar muitas vezes ao focalizar algum objeto ou durante a leitura;
  • Sensibilidade exagerada à luz. Dificuldade em abrir os olhos e ambientes claros e lacrimejamento;
  • Inflamação frequente localizada nas pálpebras (terçol), como se fosse uma espinha grande,
  • Dores de cabeça durante ou após a leitura ou assistir à televisão;
  • Tonteiras que aparecem, frequentemente, durante a leitura.

Caso seja percebido algum sintoma citado acima, o ideal será procurar um oftalmologista para que sejam realizados exames específicos para detecção de problemas  com a visão, dentre eles: a miopia – dificuldade de enxergar de longe -, hipermetropia – dificuldade de enxergar de perto -, astigmatismo – dificuldade de focar na imagem – e embaçamento.