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O Olho Humano

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É o órgão sensorial baseado na sensibilidade à luz, é fotossensível. Os órgãos fotorreceptores de todos os seres vivos se caracterizam por possuírem um ou mais pigmentos fotossensíveis, ou foto-excitáveis, associados a receptores de membrana. O pigmento responsável pela visão das cores é a rodopsina, presente em todos os animais que vem as cores, entre eles os primatas, e o ser humano, por ser um macaco.

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A rodopsina foi isolada em 1878, por W. Kühne. As moléculas do pigmento são a primeiras a receber a luz que chega no olho. A absorção dos fótons de luz altera a estrutura molecular do pigmento desencadeando uma série de processos bioquímicos que por sua vez desencadeiam a transmissão dos impulsos nervosos. Estes impulsos nervosos viajam pelos nervos até o cérebro, na área do córtex que analisa estas informações, onde serão interpretados e traduzidos nas imagens que vemos.

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É o mesmo processo em todos os animais que possuem visão. É claro que o grau de complexidade do olho varia dentro do reino animal. Alguns possuem simples ocelos, como é o caso de invertebrados como as águas vivas e alguns protozoários por exemplo. Os ocelos são estruturas fotossensíveis que captam mudanças na intensidade da luz ou seja, na quantidade de luz visível. Outros invertebrados, como os artrópodes (insetos, crustáceos, aracnídeos) e moluscos cefalópodes, possuem olhos capazes de formar imagens e são estruturas muito complexas. No caso da grande maioria dos artrópodes existe o olho composto, que é um fotorreceptor composto por várias células fotorreceptoras, unidades fotorreceptoras, os omatídeos. O olho composto forma uma imagem bruta. Nestes olho existe córnea e cristalino ou lente, que são modificações do exoesqueleto do animal. Nos moluscos cefalópodes, lulas, polvos, há um alto grau de desenvolvimento do sistema nervoso, ímpar nos invertebrados.

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Por esta razão o sistema sensorial é muito sofisticado, particularmente os olhos que, no caso dos polvos e lulas têm estrutura notavelmente similar à dos vertebrados. Também formam imagem, mas acreditasse que muita mais precisa. Mamíferos e aves possuem uma estrutura ocular bastante semelhante, e possuem, como os olhos dos artrópodes e dos cefalópodes, a sensação da intensidade e do comprimento de onda da luz que percebem. Nos seres humanos os olhos estão localizados na porção anterior do corpo, a cabeça, dentro da órbita. A órbita ocular é um compartimento ósseo formado por vários ossos do crânio, e protege o olho. Basicamente todo olho possui uma câmara escura, uma camada de células fotorreceptoras, um sistema de lentes para focalizar a luz que forma a imagem e um sistema de células nervosas para conduzir os estímulos ao córtex cerebral. No ser humano possui um olho com três camadas ou túnicas dispostas concentricamente. A camada externa, formada pela esclera ou esclerótica e pela córnea. A camada média ou túnica vascular, constituída pela coróide e pela íris. E a terceira camada ou a túnica nervosa, a retina, que se comunica com o cérebro pelo nervo óptico. Há também a lente ou cristalino, que é uma estrutura biconvexa transparente. Frente ao cristalino está uma expansão pigmentada e opaca da camada média e, o recobre em parte. É chamada de íris.

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O interior do olho pode ser dividido em três câmaras: a anterior, que é delimitada pela íris e a córnea; a câmara posterior, localizada entre a íris e o cristalino; e o espaço vítreo, situado atrás do cristalino e circundado pela retina. As duas primeiras câmaras são preenchidas por um líquido que contêm proteínas, é o humor aquoso. O espaço vítreo está cheio do humor ou corpo vítreo, aquoso e gelatinoso. Em várias regiões do olho são encontradas células pigmentares com melanina, são os melanócitos, que impedem a entrada absorvendo a luz estranha que pode prejudicar o processo de formação da imagem. Entre os vertebrados os tipos de células fotorreceptoras são estruturalmente muito parecidos.

Os cones são as células responsáveis pela visão das cores e, os bastonetes, respondem pela visão branco e preto. Todos primatas, inclusive o homem, além de possuírem visão colorida têm visão tridimensional, em profundidade. A visão tridimensional acontece porque ha sobreposição, no córtex visual, das informações que chegam dos campos visuais dos dois olhos simultaneamente.

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Nossos olhos estão localizados na frente da cara, diferente dos cachorros ou cavalos que têm os olhos posicionados lateralmente na face. Este posicionamento dos olhos permite a visão do mesmo objeto, ao mesmo tempo, desde dois ângulos ligeiramente diferentes. O cérebro compara estas duas imagens simultâneas e cria a noção de profundidade.

O sentido visual é extremamente importante para muitos animais, portanto está adaptado as necessidades de cada organismo. Animais de hábitos noturnos pouco precisam do sentido visual para se orientar. Predadores noturnos como gatos e cachorros utilizam mais o sentido olfativo e auditivo, corujas, exímias caçadoras da noite, possuem um ouvido extremamente sensível para escutar sua presa. Recentemente foi descoberto no Brasil um tipo de bagre cavernícola, que como habitante de um ambiente sem luz não precisa de olhos para se orientar.

Acredita-se que linhagens deste peixe habitam desde muitos anos cavernas e, se adaptaram a este ambiente tão bem que houve uma redução dos olhos que não funcionam mais.

Como funciona o olho humano?

Quando olhamos na direção de algum objeto, a imagem atravessa a córnea e chega à íris, que regula a quantidade de luz recebida por meio de uma abertura chamada pupila. Quanto maior a pupila, mais luz entra no olho. Passada a pupila, a imagem chega ao cristalino e é focada sobre a retina. A lente do olho produz uma imagem invertida e o cérebro a converte para a posição correta. Na retina, mais de cem milhões de células fotorreceptoras transformam as ondas luminosas em impulsos eletroquímicos, que são decodificados pelo cérebro.
Inspirado no funcionamento do olho, o homem criou a máquina fotográfica. Portanto, em nossos olhos a córnea funciona como a lente da câmera, permitindo a entrada de luz no olho e a formação da imagem na retina. Localizada na parte interna do olho, a retina seria o filme fotográfico, onde a imagem se reproduz. A pupila funciona como o diafragma da máquina, controlando a quantidade de luz que entra no olho, por isso em ambientes com muita luz a pupila se fecha e em locais escuros a pupila se dilata com o intuito de captar uma quantidade de luz suficiente para formar a imagem.

A seguir, conheça todos os componentes do olho humano.
Cílios: são pelos localizados na borda da pálpebra e servem para proteger o olho de materiais em suspensão no ar, como a poeira.
Conjuntiva: é a membrana transparente que reveste a parte anterior do olho e a superfície interior das pálpebras.
Córnea: é o tecido transparente que cobre a pupila, a abertura da íris. Junto com o cristalino, a córnea ajusta o foco da imagem no olho.
Coroide: camada média do globo ocular. Constituída por uma rede de vasos sanguíneos, ela supre a retina de oxigênio e outros nutrientes.
Corpo ciliar: localizado atrás da íris, o corpo ciliar é responsável pela formação do humor aquoso e pela acomodação, ou seja, mobilidade do cristalino.
Cristalino: lente transparente e flexível, localizada atrás da pupila. Funciona como uma lente, cujo formato pode ser ajustado para focar objetos em diferentes distâncias, num mecanismo chamado acomodação.
Esclera: camada externa do globo ocular – parte branca do olho. Semi-rígida, ela dá ao globo ocular seu formato e protege as camadas internas mais delicadas.
Fóvea central: porção de cada um dos olhos que permite perceber detalhes dos objetos observados. Localizada no centro da retina, é muito bem irrigada de sangue e possibilita, através das células cônicas, a percepção das cores.
Humor aquoso: líquido transparente que preenche o espaço entre a córnea e o cristalino. Sua principal função é nutrir essas partes do olho e regular a pressão interna.
Humor vítreo: líquido que ocupa o espaço entre o cristalino e a retina.
Íris: é um fino tecido muscular que apresenta, no centro, uma abertura circular ajustável chamada de pupila.
Mácula lútea: ponto central da retina. É a região que distingue detalhes no meio do campo visual.
Músculos ciliares: ajustam a forma do cristalino. Com o envelhecimento eles perdem sua elasticidade, dificultando a focagem dos objetos próximos e provocando presbiopia.
Músculos extrínsecos: conjunto de seis músculos responsáveis pelo movimento dos olhos. Trabalham em sincronismo, entre si, propiciando a movimentação simultânea dos olhos. Caso ocorra alguma alteração nesse sincronismo teremos a deficiência ocular chamada estrabismo.
Nervo óptico: é a estrutura formada pelos prolongamentos das células nervosas que formam a retina. Transmite a imagem capturada pela retina para o cérebro.